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terça-feira, 1 de julho de 2008

A primeira você nunca esquece!


Quando começei a escrever no blog, achei que minhas criações usando a técnica de decoupage iriam dominar, até porque, estava aprendendo-a nessa época. Mas não foi bem assim. A cada novo post sobre cerâmica ia me apaixonando: não é que elas são charmosinhas?! E fui lembrando, lembrando, lembrando...até chegar no início. Resolvi fazer cerâmica quando uma amiga minha começou a fazer num ateliê perto da PUC. Como estudava lá nessa época, consegui fazer a aula entre uma matéria e outra (bons tempos). Lá pagávamos a mensalidade e um valor X de acordo com o peso das peças e com a queima. Pois é! Que coisa mais sem graça!!! Só dava para fazer peça miudinha. Bem, lá não tinha torno mas resolvi fazer uma caneca usando "placa". Certamente foi a peça mais torta que eu já fiz (risos). Ela ficou muito oval. E o pior, na hora de colar a alça nem reparei no formato e sai colando. Reparem o alinhamento perfeito do oval com a alça :)

Meu atual chefe me disse uma vez que se eu deixasse minha caneca num sítio arqueológio e que se encontrassem-na, achariam que é uma peça de mais de 2000 anos. Vacilo. Mas quem sabe dessa forma ela não pararia no Louvre...um dia quem sabe!

domingo, 29 de junho de 2008

Ciclo de vida de uma peça de cerâmica

Hoje fez um dia lindo! E isso combina com: arte! Claro. Sendo assim, resolvi dar uma voltinha pelo Jardim Botânico e pintar pelo ateliê de cerâmica da Alice. Nossa, como é bom colocar a mão na massa. Todo o stress é liberado. 
Toda vez que eu digo que faço aula de cerâmica a primeira coisa que escuto é: "É que nem no Ghost com o Patrick Swayze?". Bem, ele nunca pintou por lá e certamente usar o torno não é tão fácil quanto no filme. A segunda é: "Ah, faz uma caneca para mim! Ou um prato!". Se eu tiver que fazer para cada um que já me pediu, certamente terei que trabalhar :) Quem sabe um dia (risos).
Pensando nisso resolvi escrever sobre o processo.
1-Primeiro usamos a argila ainda úmica. Amassamos bem para que todas as bolhas de ar sejam retiradas. Senão, a peça pode estourar no forno. Modelamos o barro no torno ou usamos um molde, como é o caso da imagem a seguir.


2-Deixamos a peça secar. Em épocas mais úmica demora mais. Uma vez seca, a peça estará no "ponto de couro".
3-Lixamos para tirar as imperfeições.
4-Fazemos a primeira queima no forno. É nesse momento que a argila se torna cerâmica e a peça para o "ponto de biscoito".

5-Agora, ela já pode ser esmaltada (esmalte:produto vitrificável resultado da mistura de substâncias minerais que, ao derreterem, se fundem a uma determinada temperatura).
6-Fazemos a segunda e última queima.
7- A peça está pronta.
8- Ufa! Tomar um cafezinho com uma fatia de bolo.
O processo todo dura entorno de um mês (isso contando que eu só tenho aula uma vez por semana).
Para saber mais, visite o site: http://www.ceramicanorio.com/beaba.html

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Cerâmica em alta

Já que minhas peças de cerâmica estão em alta (risos) e estou adorando divulgá-las. Como já faço aula há muito tempo, o volume é grande e muitas delas ficam guardadas. Tem umas que eu nem lembro mais.
Bem, essa imagem mostra duas peças na verdade. Um vaso e uma garrafa. A garrafa foi inspirada na que eu ganhei da minha monitora de cerâmica (um belo dia eu deixei a bendita cair no chão. Eu quase tive um piri-paque!). Lógico que não chega nem aos pés dela. Mas eu fiquei até bem contente com o resultado já que, como eu já falei, não levo jeito nenhum para o torno.

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Porta-lápis

Não sou muito fã de torno (quem já viu "Ghost" sabe o que é) pois até hoje não sei mexer muito bem. Quase nenhuma peça fica centrada ou do formato original desejado. Entretanto, numa dessas aulas (com um pouco de ajuda da professora, é claro) consegui fazer um vazinho. Na verdade, eu queria fazer uma caneca, mas a queimaram antes de eu colocar a alça. Bem, fazer o que, né? Vamos improvisar. E foi o que eu fiz. Transformei-a num porta-lápis. Para dar um toque, fiz essas listras usando uma fita crepe de várias larguras.

terça-feira, 17 de junho de 2008

Jantar a luz de velas

A cada ano, inconscientemente, acabo seguindo uma tendência nas aulas de cerâmica. Há dois anos, quase todas as minhas peças tinham um detalhe de libélula. Além de achar "fofinho", era uma excelente representação da fase em que eu passava : mudança.
Um ótimo exemplo, é o par de porta-velas. Seu vazado dá um ar elegante e romântico a qualquer jantar.